Artigo: CD ao vivo virou "carne de vaca" e já não agrada como antes!

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Em décadas passadas gravar um CD e torná-lo um sucesso de vendas era uma tarefa muito difícil e para poucos. Não haviam mídias divulgadoras e nem valores para produção tão acessíveis como atualmente.

O tempo foi passando e as coisas foram mudando, se aperfeiçoando e tornando-se mais acessíveis. Os objetivos foram no mesmo compasso e mudando conforme o crescimento da concorrência. Atualmente CDs são distribuidos gratuitamente, como divulgação, e as vendas destes estão cada vez menores.

A forma de se gravar

A gravação de um álbum com a presença de banda ou orquestra, nomeado de "ao vivo", está cada vez mais explorada pelos grupos, duplas e cantores. Qualquer coisa é motivo para utilizar este método e aquela sensação de novidade está indo "para o buraco".

Está cada vez mais escasso no mercado gravações como as realizadas por Bruno & Marrone em 2004 no antigo Olympia, e por Victor & Léo em 2007 na cidade de Uberlândia-MG. O que se vê hoje são dezenas de bizarriçes, de CDs mal gravados e com qualidade duvidosa. Salvas raras exceções. Tudo em nome do baixo custo e da divulgação massiva.

Há a necessidade de alertar os cantores, duplas e grupos, que este modo "ao vivo" já não agrada mais como antigamente e que se a estrutura e o custo não permitem a realização de uma gravação de alto nível, o melhor é continuar utilizando estúdios e produtores renomados.

Marcelo Nunes
Publicado em: 28/04