Comercialização de músicas, uma atitude condenável!
A comercialização de músicas tem tornado-se uma prática muito comum em nosso país. Artistas e empresários muitas vezes se aproveitam da necessidade financeira de compositores para aplicarem suas tentadoras propostas.
Mas cabe-se uma pergunta: Qual o objetivo de um empresário ou de um artista ao comprar uma canção?
A resposta da questão acima é um tanto quanto óbvia. Há o desejo de tornar a música um grande sucesso sem a necessidade de pagar direitos autorais e atender as exigências do Ecad. Sem contar que, ao invés de pagar, o interesse muitas vezes é de ceder a canção para diversos artistas e assim receber os devidos direitos autoriais.
Muitas das músicas que escutamos nas rádios e que são supostamente de composição dos próprios intérpretes, na realidade fazem parte desta espécie de aquisição.
Recentemente Márcia Araújo, responsável por grandes sucessos como Robin Hood da Paixão (Hugo Pena & Gabriel), Amar não é pecado (Luan Santana), Só saio com as top (Ricardo & João Fernando), entre outras, demonstrou sua indignação com uma proposta indecente de aquisição. A compositora disse "Conheço varios por ae que compram músicas, acho ridículo...e hj tive a infelicidade de receber uma ligação de um fdp...uta desses...revoltadaa!".
Não há a necessidade de citar nomes, mas sim a de sinalizar a falta de capacidade e a prova de incapacidade desses sujeitos que se aproveitam da fragilidade de muitos compositores.
É por essas atitudes e por outras semelhantes que o ranking de arrecadações no Ecad pouco se alterou nos últimos anos.
Marcelo Nunes
Publicado em: 13/11